Versículo Chave: Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Mateus 4: 1-2

John Wesley: “Alguns religiosos exaltados jejuam além da Escritura e da razão, outros totalmente o desconsiderada.”

Nós nos concentramos nas últimas semanas sobre a oração, e algo que muitas vezes anda de mãos dadas com a oração é o jejum. Você pode orar sem jejum, e jejuar sem oração. Mas podemos ver nas escrituras que quando estas duas atividades são combinadas e dedicadas à glória de Deus, alcançam seu pleno efeito.
Jesus, enquanto na terra seguiu a lei do Antigo Testamento, que requeria específicamente oração e jejum por apenas uma ocasião, que era o Dia da Expiação. Este costume tornou-se conhecido como “o dia de jejum” (Jeremias 36:6) ou “Jejum” (Atos 27: 9). Mas também podemos ver que Jesus jejuou em outras ocasiões, quando não era requerido pela lei, por exemplo, os 40 dias e 40 noites antes de Sua tentação por Satanás (Mateus 4:2).

A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que jejuaram, no Antigo Testamento, vemos que Moisés jejuou durante os 40 dias e 40 noites, ele estava no Monte Sinai recebendo a lei de Deus (Êxodo 34:28). Rei Josafá pediu que todo o Israel jejuasse quando eles estavam prestes a ser atacado pelos moabitas e amonitas (2 Crônicas 20:3). Em resposta à pregação de Jonas, os homens de Nínive jejuaram e se vestiram de sacos (Jonas 3:5). Oração e jejum eram muitas vezes feito em tempos de aflição ou angústia. Davi jejuou quando soube que Saul e Jônatas haviam sido mortos (2 Samuel 1:12). Neemias teve um tempo de oração e jejum ao saber que Jerusalém ainda estava em ruínas (Neemias 1:4). Dario, rei da Pérsia, jejuou durante toda a noite depois que ele foi forçado a colocar Daniel na cova dos leões (Daniel 6:18).

Oração e jejum não eram apenas algo que era importante nos termos da Lei judaica ou da antiga aliança. Também ocorre no Novo Testamento. Anna “servindo a Deus noite e dia em jejum e orações” no Templo (Lucas 2:37). João Batista ensinou aos seus discípulos a jejuar (Marcos 2:18). A igreja de Antioquia jejuou (Atos 13:2) e enviou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária (Atos 13:3). Paulo e Barnabé passaram algum tempo em oração e jejum para a nomeação de anciãos nas igrejas (Atos 14:23).

Cristãos ao longo da história da igreja tem jejuado e testemunhado o seu valor, Martin Luther, João Calvino, John Knox, John Wesley, Jonathan Edward e Charles Finney, apenas para citar alguns.

Agora, o fato de que as pessoas, nas Escrituras e História da Igreja consideravam o jejum em alta estima não significa que seja necessário, ou mesmo desejável, mas deve nos levar a pensar o suficiente para estarmos dispostos a reavaliar nossas práticas quando se trata de jejum.

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